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domingo, 25 de janeiro de 2015

SOBRE UBIRAJARA - ROMANCE DE JOSÉ DE ALENCAR

Ubirajara foi publicado em 1874 e faz parte da trilogia indianista de José de Alencar, que inclui Iracema e O Guarani. O romance é baseado em sua rigorosa investigação sobre a formação de nosso país. Após tantas pesquisas, ele viu que as histórias, crônicas e relatos produzidos a respeito da nossa origem eram perversas e totalmente críticas.  Os índios eram considerados, entre outras coisas, bárbaros, selvagens, sem lei e sem fé. Alencar afirma, em seu prólogo, que esses forasteiros queriam achar, nos indígenas de um mundo novo, costumes e ideias equivalentes à civilização universal. Porém, esses estrangeiros não se lembravam que provinham de bárbaros muito mais grosseiros e selvagens que os americanos. Na verdade, os missionários e aventureiros que escreveram tais relatos, tinham seus interesses. Uns queriam justificar a catequese, outros explorar a terra e justificar o modo violento com que tratavam os índios.
Por estes motivos, José de Alencar reproduz em Ubirajara as tradições, a cultura, os costumes, a fé e o caráter nobre dos indígenas, que foram tão deturpados e mal interpretados pelos missionários e cronistas durante as viagens.
O romance narrado em terceira pessoa, conta a história de Jaguarê, um jovem caçador da nação indígena Araguaia que deseja tornar-se guerreiro e logo que ele conquista esse título, o guerreiro se encontra apaixonado pela virgem Araci da nação Tocantim e não mede esforços para conquistá-la.
Ubirajara é um romance pré-cabralino, dividido em nove capítulos, em tempo cronológico e remonta a ação no século XV.

Fonte:
Alencar, José de. Ubirajara. 3 ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

DOCUMENTÁRIO SOBRE A CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA

O documentário a seguir traz informações muito relevantes sobre a Carta do Descobrimento. Alguns trechos são narrados com o sotaque português de Portugal e isso favorece a nossa imaginação e acende a emoção. A Língua, os recursos de linguagem, a tentativa de resgate do paraíso perdido, a busca de traços econômicos, o olhar e a linguagem exploratória, o perfil do povo e os objetivos dos colonizadores, são assuntos abordados neste vídeo.
Na mostra do Redescobrimento foram apresentadas as impressões artísticas de 21 artistas (portugueses e brasileiros) a respeito da Carta. Estas obras foram mencionadas individualmente neste documentário A professora de Artes da Universidade de Brasília contextualiza, interpreta e compara o olhar dos portugueses e a visão dos brasileiros. 

"A Carta de Pero Vaz de Caminha foi apresentada pela primeira vez aos brasileiros na passagem dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Conservada com carinho e alta tecnologia, ficou exposta no Salão Negro do Congresso. Este documentário de outubro de 2000 resgata a história dessa "certidão de nascimento" do Brasil."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A CARTA DO DESCOBRIMENTO: DESCORTINANDO A ARTE E A CULTURA BRASILEIRAS A PARTIR DA CARTA DE CAMINHA

Resumo do artigo que discute os “Temas e problemas da cultura literária brasileira” partindo do início: a Carta de Caminha.

DESCORTINANDO A ARTE E A CULTURA BRASILEIRAS A PARTIR DA CARTA DE CAMINHA


O trabalho sob o título “A carta do descobrimento: descortinando a arte e a cultura brasileiras a partir da Carta de Caminha”, se desenvolve como ponto de partida do projeto “Temas e Problemas da Cultura Literária Brasileira”, orientado pelo Professor Mestre Erivelto da Silva Reis, apresentado e desenvolvido pelo Projeto de Iniciação Científica (PIC/FIC), em consonância com as recomendações do Núcleo Docente Estruturante do Curso de Letras (NDE), através do trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Estudos da Linguagem Poeta Primitivo Paes (NEL-PPP), e da Coordenadoria de Extensão, Pós-Graduação e Pesquisa (CEPOPE) das Faculdades Integradas Campo-grandenses.

Desde a Carta do Descobrimento escrita por Pero Vaz de Caminha ao Rei de Portugal, quando do descobrimento do Brasil, os temas e os problemas da Cultura e da Literatura Brasileira têm sido vistos, revisitados, debatidos e revistos por inúmeros teóricos. De Cândido a Bosi, de Coutinho a Moisés. Passando por obras como Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda à Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freire, é possível considerar-se que poderia ter sido sempre uma de nossas questões fundamentais, enquanto sociedade em desenvolvimento e transformação constantes entendermo-nos como Nação, reconhecermos nossos processos de formação e discutirmos como chegamos ao ponto em que estamos e o que configura nossa Literatura como uma das melhores do mundo; bem como o que tem levado nossas manifestações culturais e artísticas a serem consideradas como relevantes na História da arte ocidental.  Assim, nos parece fundamental uma análise atenta e recontextualizada da Carta de Caminha e a reconfiguração de suas proposições como pertencentes à nossa matriz cultural e literária. 

O trabalho consiste no destaque e na análise crítica de alguns trechos da Carta do Descobrimento, e a partir de uma pesquisa séria contando com um vasto apoio teórico, observamos que não se trata de um documento puramente factual e impessoal, conforme o escrivão Pero Vaz de Caminha propôs no início de sua Carta.  Ela segue inflamada de opiniões de cunho pessoal, influenciada por temas e comportamentos típicos da época e da sua etnia.


Através de recortes como este, conduzirei a minha pesquisa buscando relacionar História, temas sociais e culturais dentro da Literatura brasileira. 

SAIBA MAIS SOBRE O PROJETO AQUI E SOBRE O BLOG AQUI.

LEIA A CARTA DO DESCOBRIMENTO AQUI.