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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

“O FILHO ETERNO” DE CRISTÓVÃO TEZZA: ASPECTOS E QUESTÕES DA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Trabalho apresentado no 4° período do Curso de Licenciatura em Letras das Faculdades Integradas Campo-Grandenses (FIC) mantidas pela Fundação Educacional Unificada Campograndense (FEUC), na disciplina de Literatura Brasileira Contemporânea ministrada pelo Prof. Me. Erivelto da Silva Reis.



Adriane Lucia de Oliveira
Anne Rodrigues dos Santos
Edilene Andrade lopes de Oliveira
Lybia Santos de Oliveira
Sandra Helena Santos Cadilhe


A verdade é que nós somos sempre não uma mas várias pessoas e deveria ser norma que a nossa assinatura acabasse sempre por não conferir. Todos nós convivemos com diversos eus, diversas pessoas reclamando a nossa identidade. O segredo é permitir que as escolhas que a vida nos impõe não nos obriguem a matar a nossa diversidade interior. O melhor nesta vida é poder escolher, mas o mais triste é ter mesmo que escolher.
Mia Couto

Através da literatura é possível compreender a Si mesmo, o Outro e o mundo que nos rodeia. Prova disso é O Filho eterno de Cristóvão Tezza que nos apresenta um amontoado de emoções e questionamentos pessoais e da sociedade que fazemos parte. 

Tal autor, é doutor pela Universidade de São Paulo (USP), ex-professor na área de Língua Portuguesa das Universidades Federais de Santa Catarina e do Paraná (UFSC e UFPR) e, hoje, escritor consagrado da Literatura Brasileira. Publica, em 2007, pela editora Record, o romance O Filho Eterno, obra que, a partir de uma narração heterodiegética, perpassa por passado e presente e, mencionando também o futuro, relata os pensamentos mais intimistas de um personagem protagonista sem nome, escritor, que se torna pai de uma criança portadora da Síndrome de Down. A história se passa nos anos 80, época em que tal síndrome era conhecida como mongolismo e escassos eram os recursos oferecidos na área de saúde e integração social. Retrata assim, a intimidade do protagonista, na qual se sente fracassado em suas conquistas de vida, e isso é intensificado pelo constrangimento em ter um filho que não é "normal". Dessa maneira, a vida desse pai é transformada pela busca de tratamento, adaptação e, também, avanços do filho. Durante esse processo, o narrador, onisciente, aponta os pensamentos e comportamentos contraditórios do pai bem como as experiências de Felipe, e por meio de uma história baseada na relação de apenas dois personagens centrais, concentra as principais características da sociedade contemporânea. 

A partir da segunda metade do século XX, a sociedade moderna sofreu diversas mudanças estruturais - política, economia, relações pessoais, cultura, entre outros – culminando na efetiva transformação do processo de construção de identidades dos sujeitos. Stuart Hall discorre sobre a evolução identitária no decurso do tempo a partir de três concepções: o sujeito do Iluminismo, sujeito sociológico e o sujeito pós-moderno. A concepção do sujeito do Iluminismo era baseada na identidade centrada e individualista; o sujeito sociológico já se preocupava em alinhar os sentimentos ao lugar em que ocupava no mundo social e cultural, já não era mais o centro; o sujeito pós-moderno, reflexo das transformações sociais desde a segunda metade do século XX, tornou-se fragmentado, composto de várias identidades,
[...] assume identidades em diferentes momentos, identidades que não são unificadas ao redor de um ‘eu’ coerente. Dentro de nós há identidades contraditórias, empurrando em diferentes direções, de tal modo que nossas identificações estão sendo continuamente deslocadas [...]. (HALL, 2006, p.13).
Ou seja, como a sociedade não possui mais um valor central, os indivíduos passaram a se comportar de maneira semelhante, assumindo, de acordo com cada contexto, uma posição diferente.

O filho eterno, publicado em 2007, refere-se a uma história que se passa nos anos 80. Quando Felipe – personagem portadora da Síndrome de Down – nasce, o termo “anormal”, utilizado na época, não causava desconforto e aversão. Atualmente, e desde o ano de publicação da ficção, a sociedade já compartilha da ideia do "politicamente correto / incorreto", assim, esse mesmo termo, tão tratado e repetido na obra, impacta, pois não pertence à ética social vigente. Entende-se que o objetivo aqui é, justamente, retratar o que tantos ainda pensam, porém não dizem, não externalizam, corroborando então com as multifaces identitárias do sujeito pós-moderno, quando o comportamento se opõe ao pensamento.

O romance apresenta uma constante relação da vida com o teatro. Na maternidade, enquanto aguardava sua esposa dar à luz, o narrador revela que o personagem buscava as atitudes apropriadas para a ocasião no trecho que diz “Ele queria criar a solenidade daquele momento [...] Como diretor de uma peça de teatro indicando ao ator os pontos da cena: sinta-se assim; mova-se até ali; sorria.” (TEZZA, 2007, p. 13). Não era uma atitude natural, mas era necessário que ele agisse daquela forma tida como tradicional. Idealizava até os movimentos que precisavam ocorrer em tal momento. Era esse o comportamento esperado, são regras que a sociedade está submetida. A obra nos chama a atenção para as ações que a sociedade espera, como em um teatro onde todos os indivíduos representam. “Teatro e vida são a mesma coisa” (TEZZA, 2007, p.162), ironiza o narrador. 

O personagem cria uma expectativa em relação ao filho que iria nascer – “O filho será a prova definitiva das minhas qualidades” (TEZZA, 2007, p.15) –, mas a realidade da Síndrome de Down o surpreende e se vê perdido entre seus próprios pensamentos e atitudes. A forma como ele reage ao nascimento de Felipe é verossímil porque é possível este tipo de comportamento e pensamentos fora da ficção, e o personagem será o ponto em destaque da análise da sociedade em geral. 
A normalidade. O que dizer aos outros, quando encontra com eles? Sim, nasceu meu filho. Sim, está tudo bem. Quer dizer, ele é mongoloide. Não – essa palavra é pesada demais. [...] A maneira mais delicada de dizer é: Sim, um pequeno problema. Ele tem mongolismo [...]. (TEZZA, 2007, p.42)
Observa-se nesse trecho que o personagem se prepara mentalmente para as melhores respostas e comportamentos, independente do que ele pensa de fato. Preocupado com o que os outros pensariam.

Nesse panorama, constrói-se na literatura a Fragmentação narrativa cuja função é representar essa identidade fragmentada.
[...] a ótica de um narrador onisciente, a visão tendenciosa de um narrador-personagem, os ângulos de um narrador camaleão, as perspectivas de personagens-narradores, e ainda, o esmaecimento da mesma são índicos de uma fragmentação literária que nos intriga e desafia nossa compreensão de mundo e do aspecto humano no ato de cada leitura. (ANDRADE, 2007, p.125).
O narrador heterodiegético questiona as regras da sociedade, confrontando com os pensamentos do personagem trazendo um choque entre o que se é e o que se mostra ser. Nesse contexto, é possível verificar que o autor chama a atenção para uma sociedade artificial, robotizada e mecanizada. Destaca-se nessa concepção, o momento em que seu filho, após diagnosticado com a síndrome de Down, é submetido a um processo de estímulos neurológicos com o objetivo de atenuar as diferenças comportamentais e, dessa forma, crescer repetindo os padrões estéticos tidos como normais. A clínica que se propõe a ensinar os exercícios que estimulam os movimentos de braços, pernas e cabeça, a fim de fazer com que crianças deficientes copiem os movimentos padrões da normalidade neurológica humana, é vista pelo pai como uma linha de produção. “É preciso compensar a falta da natureza; consertar o defeito de origem.” (TEZZA, 2007, p.96).

Através de um fluxo de consciência, o narrador volta no tempo quando, em 1975, o protagonista encontra-se na Alemanha trabalhando na lavanderia de um hospital. “Tempos modernos, ele lembra, estetizando a vida – Chaplin na linha de produção.” (TEZZA, 2007, p.98). Nessa mudança temporal percebe-se que o personagem sente-se novamente em uma linha de produção, mas agora, com seu próprio filho. “Ele já fez isso, um trabalho semelhante ao do balcão de roupas” (TEZZA, 2007, p.108).

Em O filho eterno é possível verificar diversas mudanças no tempo e, em uma leitura desatenta, o leitor poderia confundir o momento presente com um relato passado.
Durante algum tempo, nutriu-se da ilusão da normalidade; ele ainda alimenta essa miragem [...] É preciso romper a casca do medo, entretanto.Rompimento. Os raros momentos em que a vida se esgarça e se rompe [...] Aos cinco ou seis anos, o primeiro deles: recusou-se a ir buscar no vizinho três pés de alface, desafiando o pai [...] (TEZZA, 2007, p. 119)
Nesse trecho há uma mudança tão abrupta que, a princípio, pode-se deduzir que o narrador está falando do Felipe nos dois parágrafos, quando na verdade o narrador fala de Felipe no primeiro, e do pai no segundo. 
[...] um texto de ficção cujo recurso memória/digressão é trabalhado ao extremo, através das múltiplas perspectivas narrativas, pelas quais as histórias de frustração e rancor são contadas. Tal artifício estético/literário resulta numa lídima fragmentação da obra, da linguagem e dos personagens descentrados. Também evidencia a importância da materialidade discursiva e das muitas óticas para estabelecermos um elo teórico entre a fragmentação da obra em si, e a presença sintomática da linguagem. (ANDRADE, 2007, p.128)
A ausência de linearidade é observada em diversos momentos da narrativa, Cristóvão Tezza se apropria de uma das características mais intrigantes da literatura contemporânea, causando instabilidade e inconstância no leitor que é arremessado para situações e tempos diferentes, ás vezes, até no mesmo parágrafo. Ou seja, é uma estrutura que se opõe a tradicional narrativa, provoca o leitor. Tratando-se de uma metalinguagem mais intensa que se torna característica da literatura contemporânea. 

Ressalta-se a coincidência da biografia do autor com características do personagem protagonista. Um brasileiro, que morou na Alemanha e em Portugal, onde a Revolução dos Cravos frustra seus planos educacionais, se torna escritor e autor de obras que existem com efeito, cuja autoria é do próprio Tezza. Tal recurso configura a metaficção culminada do questionamento do leitor referente à linha tênue existente entre ficção e realidade. O que caracteriza também o hibridismo de gêneros, romance e autobiografia.

O narrador é considerado “onisciente intruso”, ou seja, aquele que tudo sabe, inclusive os pensamentos, e emite sua opinião sobre o personagem. No entanto, nessa obra, é possível notar a instabilidade deste narrador. Ele critica, mas também compartilha dos sentimentos do personagem, podendo-se confundir em alguns momentos com o próprio.  No trecho “Em poucos minutos – ele não pensou nisso, mas era o que estava acontecendo – aquela criança horrível já ocupava todos os poros da sua vida.” (TEZZA, 2007, p.35), nota-se que o personagem não pensou aquilo, mas de certa forma, o narrador tinha a mesma opinião. 

No trecho, "Ele é alguém delicado demais, ou ignorante demais, ou demasiado estúpido, ou irremediavelmente imaturo para a realidade simples. O primeiro pensamento é mesquinho: o caso do meu filho é diferente [...].". (TEZZA, 20017, p.85), nota-se que o narrador tem sua opinião formada quanto ao personagem e ainda qualifica seu pensamento. Dessa forma, influencia o leitor a pensar do mesmo modo que ele, conduzindo a narrativa de acordo com o seu objetivo. Provoca reflexão comportamental, pois retrata a realidade, não trabalha a utopia de um mundo perfeito, mas mostra o ser humano como realmente é, instável e cheio de defeitos.

Um exemplo disso é quando o pai fotografa seu filho procurando seus melhores ângulos, aqueles que disfarçam seus defeitos – aos olhos do pai – e assim, se pareça com uma criança normal. Logo em seguida, justifica-se dizendo que todas as pessoas procuram os seus melhores ângulos. Nesse aspecto, percebe-se a presença de comportamento humano no que diz a sempre ter justificativas aceitáveis ao próprio erro. Ou ao que o próprio se condena ou se cobra. Sempre há motivos para justificar o que considera falha, na busca de amenizar suas irresponsabilidades.

Nesse contexto, percebe-se ainda a presença amoralidade, pois enfatiza nomenclaturas que não pertencem a atual ética social, mas que outrora eram naturais – normal/anormal, mongolóide.  Assim como pensamentos intrínsecos ao ser humano, uma vez que mascarados, opõem-se ao seu comportamento. Ora, o pai deseja abandonar a família em alguns momentos, e até mesmo espera, por um tempo, que a morte do filho o liberte daquela situação.

Apesar de pós-modernismo não haver juízo entre certo e errado, há regras éticas estabelecidas socialmente. Dessa forma, a obra demonstra a própria realidade, entre o que se pensa e de como se comporta.

O romance tem a referência histórica das duas últimas décadas do século XX e início do século XXI, percorrendo pelos anos finais da ditadura militar brasileira e início da democracia. E, através desse contexto, a narrativa segue fazendo algumas denúncias.

Felipe frequentava uma creche tradicional, mas depois de alguns anos a diretora chama o pai para uma conversa. "Primeiro os subterfúgios – sim, ele não está se adaptando, sim, agora começa uma nova fase, a alfabetização, sim, é claro, ele é ótimo, mas – veja – as outras crianças. Então. A agitação dele, sabe [...]" (TEZZA, 2007, p.156). Nessa situação, a diretora representa a dificuldade que a sociedade tem em aceitar e lidar com as diferenças. 

Percebe-se, em outro momento, a denúncia sobre o benefício que os governos tiram da pobreza no trecho em que diz "[...] tudo que é pobre é escancaradamente visível, está em toda parte de mão estendida [...] Governos inteiros se fazem por essas mãos estendidas e por mais nada.". (TEZZA, 2007, p.82).

No Hospital das Clínicas, enquanto aguardava um especialista em genética para consultar seu filho, nota-se a denúncia das diferenças entre classes sociais descrevendo os pobres como "gados" que seguem sem entender a espera de uma elite branca que possa trazer conforto e cura. São votos em potencial; escravos do sistema.
[...] aquela pobreza suja, estropiada, cristã, os molambentos em fila, a desgraça imemorial em busca de esmola, aqui e ali as ambulâncias de prefeituras do interior trazendo votos potenciais que se arrastam em muletas, o gado balançando a cabeça e contemplando no balcão uma cerca incompreensível e instransponível, cuidada por outra espécie de gado que carimba papeis e entrega senhas; o sétimo céu é algum corredor que dê em outra sala onde um apóstolo de branco estenderá a mão limpa e clara sobre as cabeças para promover a cura milagrosa [...]. (TEZZA, 2007, p.57).  
O personagem se inclui como escravo desse sistema opressor, e atribui ao acaso. O filho com Síndrome de Down tirou dele a liberdade utópica. Agora, ele esperava "[...] normalizar sua vida (uma mulher, um salário, estudos regulares, um futuro, livros, enfim), recebe de Deus um filho errado, não para salvá-lo, mas para mantê-lo escravo, que é o seu lugar [...]". (TEZZA, 2007, p. 93).

No momento em que Felipe some, e a polícia o encontra, notamos mais uma denúncia social que diz respeito à corrupção. Os policiais levam a criança para casa e o pai, em forma de agradecimento, faz uma contribuição financeira pelo serviço prestado. Em seguida, o personagem sofre um conflito interno, e, apesar de se justificar, sua própria consciência rebate, denotando culpa por disseminar uma cultura onde a corrupção é banal. "[...] você simplesmente abriu mais uma porta da corrupção. Não reclame daqui a alguns anos quando eles vierem cobrar a conta. Isso é cultura [...]". (TEZZA, 2007, p.181). Assim, a obra expressa a culpa do povo que não só permite, como alimenta essa teia de corrupção.

Esse comportamento é típico dos personagens pós-modernistas, pois como diz Harvey, “[...] as personagens pós-modernas com frequência parecem confusas acerca do mundo em que estão e de como deveriam agir em relação a ele [...]”. (2007, p.46).

Ainda percebemos, também, o retrato do oprimido que se torna opressor, presente em nossa sociedade. Em determinado trecho, uma criança pedinte de dinheiro, também vítima social, atemoriza-se ao ver Felipe e corre. Situação, que provavelmente possa ter sofrido, por se tratar de uma criança pobre e de rua. E, apesar de presenciar tal ato preconceituoso, em outro momento, é o pai quem não permite que Felipe toque na mesma criança para que não se “suje”, isso, logo após de ver o filho ser convidado a se retirar da escola em que estudava por não se tratar de uma pessoa normal. É um círculo vicioso, o oprimido também oprime. Denota o comportamento humano de considerar-se melhor que o próximo, pois seu filho podia até não ser “normal”, mas pobre e sujo, criança de rua, ele não era.

Cristóvão Tezza, em O filho eterno, reproduz todas as mazelas sociais e humanas em um reduzido número de personagens, fazendo uso de recursos linguísticos e estruturais do pós-modernismo.

A Literatura é o registro da vida, da sociedade, cultura e comportamento. Através dessa obra reconhecemos a contemporaneidade presente, pois o autor a descreve, através de personagens como o pai e o filho.

O pai, produto do meio, frustrado com sua profissão e vida é dono dos pensamentos causadores de perplexidade. Compara-se ao filho em diversos momentos. Se Felipe apresenta-se no teatro, o pai lembra seus tempos como ator. Se Felipe torna-se um pintor, o pai remete a um tempo passado semelhante. Se Felipe se interessa por mulheres, o pai lembra sua primeira paixão, e assim por diante. Aprende a amar e a proteger seu filho, de forma a não considerar ninguém mais capaz para isso. No entanto, não se torna um herói, continua ser humano, com receios, vergonhas e inseguranças, apenas se adapta a vida.

Já o personagem Felipe, o "filho eterno", a criança "anormal", possui determinada inocência, no entanto, representa uma releitura do comportamento humano. 

Ora, Felipe imita tudo, faz da vida um teatro particular. Talvez, tal personagem compreenda muito bem o comportamento das pessoas "normais", pois interpretam o tempo todo. O filho mimetiza o que a televisão lhe ensina, o que condiz, também, com a sociedade alienada que obedece aos programas televisivos.

Esse romance pós-moderno, utilizando-se de todos os recursos descritos, nos submete a inúmeras reflexões. O pai se compara ao filho, o autor ao personagem, levando o leitor a comparar-se também com tudo isso, com tudo que ali é exposto. O filho eterno, digamos assim, fotografa um ângulo de nós mesmos que não queremos mostrar.  O filho eterno nos transforma em literatura.


REFERÊNCIAS

ANDRADE, Maria Luzia Oliveira. A fragmentação do texto literário: um artifício da memória? Interdisciplinar: Revistas de estudos em Língua e Literatura, Sergipe, v. 4, n. 4 - p. 122-131 - Jul/Dez de 2007.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guaracira Lopes Louro. 11 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

HARVEY, David. Condição pós-moderna. 16 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2007.

KOBS, Verônica Daniel. A metaficção e seus paradoxos: da desconstrução à reconstrução do mundo real/ficcional e das convenções literárias. Curitiba: Scripta Uniandrade, n.4, 2006.
Disponível em: < http://www.cristovaotezza.com.br/critica/trabalhos_acd/metaficcao_veronica_kolb.pdf > Acesso em 11/09/2015 às 14h e 13m.

TEZZA, Cristóvão. O filho eterno. Rio de Janeiro: Record, 2007.

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